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Notícia FRTPA

29/10/2026 | 16h26 - Atualizada em 29/10/2026 | 16h28

Outubro Rosa na Alepa: conscientização, ações de apoio e o enfrentamento ao câncer de mama no Pará

Reportagem: Shirley Castilho- FRTPA - Comunicação

Edição: Angelina Anjos- FRTPA - Comunicação

O Departamento de Bem-Estar Social da Alepa já realizou palestras sobre prevenções ao câncer de mama, sinais de alerta e orientação de cuidado.

Mais do que uma campanha marcada pela cor rosa, o mês de outubro representa um chamado permanente à conscientização, ao autocuidado e à valorização da vida. Na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), o Outubro Rosa integra uma trajetória consolidada de iniciativas voltadas à saúde feminina, à prevenção do câncer de mama e à garantia do diagnóstico precoce, reafirmando o papel fundamental do Poder Legislativo na defesa dos direitos das mulheres paraenses.

Embora o mês de outubro marque simbolicamente o encerramento da mobilização, o alerta deve ressoar durante todo o ano. A campanha convida à reflexão sobre uma realidade que ultrapassa os consultórios: para muitas mulheres, conciliar trabalho, família e responsabilidades diárias significa, frequentemente, deixar a própria saúde em segundo plano. É nesse cenário que a informação qualificada se transforma na principal ferramenta de cuidado.

Em uma das ações do DBES em uma roda de conversas com depoimentos de quem passou pela experiência de viver essa realidade.

Legislação e Garantia de Direitos: O Protagonismo da Alepa

A Alepa atua ativamente na formulação de mecanismos legais que fortaleçam a rede de assistência, promovam o diagnóstico precoce e assegurem a dignidade e a continuidade do tratamento dos pacientes com câncer no Pará. Entre as proposições e matérias legislativas de destaque na Casa, incluem-se:

Incentivo à Qualidade de Vida no Tratamento: Projeto de lei aprovado recentemente, de autoria do deputado Carlos Vinicios (MDB), institui a Política Estadual de Promoção da Prática de Exercícios Físicos durante o Tratamento do Câncer de Mama, estimulando atividades de intensidade leve a moderada como terapia complementar ao tratamento médico.

Garantia de Continuidades e Medicamentos: Projeto de lei apresentado pelo deputado Carlos Bordalo (PT) visa garantir a continuidade terapêutica de pessoas em tratamento oncológico no Pará, com foco na dispensação regular e ininterrupta de medicamentos essenciais pelo Sistema Único de Saúde (SUS) — como antineoplásicos orais, terapias-alvo, imunoterápicos e fármacos de manutenção.




O Cenário Epidemiológico: Dados no Brasil e no Pará

O câncer de mama permanece como um dos maiores desafios de saúde pública no país. A despeito de poder atingir homens em uma menor porcentagem, sua incidência é predominantemente feminina.

A alta taxa de diagnóstico em estágios avançados reforça a urgência de manter ações de rastreamento ativas. Quando identificado na fase inicial, as chances de cura do câncer de mama aumentam consideravelmente, possibilitando intervenções terapêuticas menos agressivas e melhor qualidade de vida para a paciente.


Sinais de Alerta e Ações de Acolhimento

A orientação das autoridades de saúde é para que as mulheres conheçam o próprio corpo e fiquem atentas a quaisquer alterações pontuais.

Sinais de alerta: Nódulos nas mamas ou axilas, alterações na forma ou tamanho, mudanças na textura da pele, retração do mamilo e saída espontânea de secreções (especialmente se acompanhadas de sangue).

Além do rastreamento preventivo e da indicação da mamografia conforme diretrizes médicas, a Alepa desenvolve ações voltadas ao público interno e à comunidade. Por meio do Departamento de Bem-Estar Social (DBES) e da Procuradoria Especial da Mulher, a Casa realiza periodicamente rodas de conversa, palestras educativas e encontros voltados à saúde preventiva.

O DBES está sempre de portas abertas para acolher, esclarecer dúvidas e orientar sobre os caminhos da prevenção.", disse  Karla Lobato, diretora do Departamento de Bem-Estar Social da Alepa.
"Desenvolvemos permanentemente campanhas de orientação para promover a saúde integral dos nossos servidores. Cada pessoa precisa de uma avaliação individualizada, e o DBES está sempre de portas abertas para acolher, esclarecer dúvidas e orientar sobre os caminhos da prevenção.", disse  Karla Lobato, diretora do Departamento de Bem-Estar Social da Alepa.

Desafios do Interior: Logística e Desigualdade no Acesso

Em um estado com dimensão continental como o Pará, o debate promovido pelo Outubro Rosa ganha contornos sociais específicos. Moradoras de comunidades ribeirinhas, áreas rurais e municípios distantes dos polos urbanos enfrentam barreiras logísticas severas para realizar consultas especializadas ou exames de imagem.

Deslocamentos fluviais prolongados, custos com transporte, hospedagem e a centralização de equipamentos de alta complexidade são tópicos que frequentemente ocupam a tribuna da Alepa. Parlamentares da Casa vêm reiterando a necessidade de descentralizar o atendimento oncológico, ampliar a frota de unidades móveis e fortalecer as redes regionais de saúde para assegurar que o diagnóstico e o tratamento cheguem em tempo oportuno a todas as paraenses, independentemente de sua localização geográfica.

PANORAMA DA DOENÇA EM DADOS
• Brasil (Estimativa INCA): 78.610 novos casos por ano (risco de 71,57/100 mil).
• Pará (Estimativa INCA): Cerca de 2.220 novos casos anuais somados os cânceres de mama e do colo do útero.
* Diagnóstico Tardio no SUS:
- Mulheres de 20 a 29 anos: 70% descobrem a doença em estágios avançados (3 ou 4).
- Mulheres de 40 a 49 anos: 53% a 54% recebem o diagnóstico de forma tardia.

As informações contidas nesta seção são de responsabilidade da FRTPA.