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Alepa aprova contas do Governo do Pará de 2025 por 27 votos a 4
Reportagem: Carlos Boução- AID - Comunicação Social
Edição: Dina Santos- AID - Comunicação Social
A
Assembleia Legislativa do Pará aprovou, por 27 votos favoráveis e quatro
contrários, a prestação de contas do Governo do Estado referente ao exercício
financeiro de 2025, sob responsabilidade do governador Helder Barbalho (MDB). O
Decreto Legislativo acompanha o parecer prévio favorável do Tribunal de Contas
do Estado do Pará (TCE-PA) e o relatório do deputado Iran Lima (MDB), aprovado
anteriormente, por unanimidade, na Comissão de Fiscalização Financeira e
Orçamentária (CFFO).
Relator
da matéria e líder do Governo, Iran Lima destacou que a análise técnica apontou
o cumprimento dos limites legais de despesas com pessoal, dos percentuais
constitucionais destinados à educação e à saúde e das metas fiscais
estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
A
manifestação do TCE-PA foi formalizada pela Resolução nº 19.863, de 27 de maio
de 2026, que aprovou o parecer prévio sobre a gestão orçamentária, financeira,
patrimonial e fiscal do Executivo. Segundo os fundamentos apresentados pelo
relator, foram observados os parâmetros de endividamento público, as regras
para operações de crédito e as exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal
(LRF).
Durante
a discussão, a deputada Lívia Duarte apresentou ressalvas à gestão, afirmando
que havia recursos para atender às reivindicações dos servidores por Planos de
Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR). A parlamentar destacou que, das 34
recomendações do TCE-PA, 21 eram reincidentes, nove foram reformuladas e apenas
quatro eram novas. Também cobrou explicações sobre metas sem execução e falhas
nas informações apresentadas pelo governo.
Lívia
citou, ainda, déficits previdenciários que somaram R$ 2,8 bilhões e exigiram
aportes estaduais, além de prejuízo superior a R$ 450 milhões relacionado à
Cosanpa. Entre as críticas às políticas públicas, ressaltou a ausência de
comprovação da implantação do Plano Estadual de Igualdade Racial e a
necessidade de melhorar a rede de atendimento às mulheres, diante do aumento
dos registros de feminicídio de 52 vítimas, em 2024, para 64, em 2025.
Antes
da votação em plenário, as contas haviam sido examinadas pela CFFO em reunião
realizada em 20 de outubro, sob a presidência do deputado Chamonzinho (MDB). Na
ocasião, o colegiado acompanhou, por unanimidade, o relatório favorável de Iran
Lima.
