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Notícia FRTPA
Etarismo, mentoria reversa, geração beta e o desafio para empresas que convivem com diferentes gerações foi tema da entrevista na Rádio Alepa FM
Reportagem: Shirley Castilho- FRTPA - Comunicação
Edição: Angelina Anjos Cavalero- FRTPA - Comunicação
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Etarismo, mentoria reversa e geração beta foram temas abordados nesta segunda-feira, 22, no programa Alepa Entrevista da Rádio Alepa FM 101.5, quando a psicóloga Shirley Klautau Gouvêa, gerente executiva de Gestão de Pessoas do Sistema FIEPA, destacou os desafios e as oportunidades de reunir profissionais de diferentes idades em um mesmo espaço de trabalho, ressaltando o novo modelo de convivência entre diferentes gerações no ambiente corporativo.
Com mais de 20 anos de atuação em gestão de pessoas e desenvolvimento humano, Shirley afirmou que a presença de até quatro gerações trabalhando juntas nas organizações representa uma riqueza de experiências e conhecimentos. E é aí que entra a mentoria reversa, que nada mais é que a troca de experiência. Na prática, a mentoria reversa é uma abordagem onde colaboradores mais jovens apresentam suas perspectivas e conhecimentos a mentores mais experientes, geralmente na forma de líderes ou gerentes. Essa relação permite que as partes envolvidas troquem experiências significativas, abordando temas como tecnologia, cultura organizacional e tendências do mercado.
A mentoria reversa inverte o processo tradicional de ensino. Em vez de um profissional mais experiente orientar um novato, são os funcionários mais jovens ou de cargos iniciantes que ensinam os líderes ou colaboradores mais antigos.
Segundo Shirley, os mais antigos carregam a experiência acumulada ao longo dos anos, os mais jovens chegam com novas ideias, domínio tecnológico e disposição para inovar. Esse é o segredo da harmonização corporativa: abrir espaço para ouvir e aprender com o objetivo de todos ganharem dentro de uma empresa ou serviço público.
Outro tema em debate na entrevista foi a geração beta. A Geração Beta refere-se ao grupo demográfico de pessoas nascidas a partir de 2025, que vai suceder a geração Alfa. Esta é a primeira geração que cresce completamente imersa na Inteligência Artificial (IA) e em tecnologias imersivas desde o nascimento.
O etarismo teve seu protagonismo na entrevista, pois ligado aos demais temas, aborda o preconceito relacionado à idade. A psicóloga explicou que tanto profissionais mais velhos quanto mais jovens podem ser vítimas de estereótipos no ambiente corporativo. Ela destacou que é comum as pessoas criarem rótulos a partir de experiências pessoais e familiares, o que pode dificultar a convivência e o reconhecimento das competências individuais

Shirley também ressaltou a importância da adaptação às transformações tecnológicas. No Sistema FIEPA, segundo ela, o letramento digital tornou-se prioridade para todos os colaboradores, independentemente da idade ou cargo ocupado. A iniciativa busca garantir que profissionais estejam preparados para lidar com ferramentas digitais e com o avanço acelerado da inteligência artificial. ‘’Nós temos uma meta de letramento digital’’, destacou.
Para Shirley Klautau Gouvêa, o futuro das organizações passa pela capacidade de unir experiência e inovação. “O conhecimento não pertence a uma geração. Ele precisa ser compartilhado”, destacou a psicóloga, defendendo que empresas que investem em diálogo, aprendizado contínuo e integração entre gerações tendem a construir equipes mais produtivas, criativas e preparadas para os desafios do mercado. ‘’Todos devem aprender sobre tecnologia e isso é inegociável, pois nosso dna é transformar vidas’’, disse.
A psicóloga comparou o letramento tecnológico a uma graduação necessária hoje em dia. ‘’Eu criei uma logo através de um prompt bem formulado’’, explicou fazendo referência ao elogio da peça pelos colegas, mas enfatizou a importância de usar as ferramentas de inteligências artificiais com sabedoria.
Shirley também abordou linguagens tecnológicas que não são conhecidas por todos, como o Claude, que é uma família de assistentes de inteligência artificial generativa criada pela empresa Anthropic. Ele funciona de forma semelhante ao ChatGPT (da OpenAI) e ao Gemini (do Google), destacando-se pela sua capacidade avançada de ler, resumir e analisar documentos longos, escrever textos com um tom mais natural e auxiliar na programação; também prompt.
Mesmo ciente da importância de conhecer e repassar essas informações, Shirley destacou que a intoxicação por informação gera um buraco na nossa existência. ‘’É preciso procurar outros estímulos. Pegar um livro em papel pode ajudar e puxar para o humano’’, aconselhou.
Shirley ainda discorreu sobre vários temas, desde a importância dos pins que estava usando como ilustração de identidade corporativa, os impactos da pandemia até o programa de diversidade que trabalha os pilares de gênero, pessoas com deficiência, racismo e gerações, além de destacar que está lançando o novo código de ética da Fiepa.
Também lembrou que a Fiepa homenageia os trabalhadores mais antigos no final de cada ano. A honraria geralmente é dada para quem tem 10 anos de casa, 30 ou até 50 anos, um troféu como reconhecimento profissional.
Enfim, a entrevista encerrou no clima de quero saber mais sobre tudo porque o leque de indagações é gigante.
As informações contidas nesta seção são de responsabilidade da FRTPA.
