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Alepa celebra os 90 anos do IBGE
Reportagem: Dina Santos- AID - Comunicação Social
Edição: Andreza Batalha- AID - Comunicação Social
A Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) realizou, nesta quarta-feira (20), uma sessão especial em comemoração aos 90 anos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Fundado em 1936, o órgão consolidou-se como a principal instituição do país na produção de informações estatísticas, geográficas, cartográficas, geodésicas e ambientais, fundamentais para o planejamento de políticas públicas.
A solenidade foi proposta pela deputada Maria do Carmo (PT) para celebrar as nove décadas de trajetória do instituto e sua contribuição histórica para o desenvolvimento nacional. Segundo a parlamentar, o IBGE é indispensável para embasar as ações que o país necessita.
“O IBGE é a instituição que melhor retrata nossa história, influenciando o destino do país ao longo dos anos. O Pará é maior do que muitos países e, dentro do nosso estado, há realidades e segmentos econômicos muito distintos. Por isso, é necessário ter essa visão do todo. Há 90 anos, o instituto ajuda a revelar o Brasil real”, destacou Maria do Carmo. 
O presidente nacional do IBGE, Marcio Pochmann, ressaltou o valor do reconhecimento do parlamento paraense. “A homenagem na Assembleia Legislativa simboliza o reconhecimento público da importância histórica do IBGE. Ao celebrar seus 90 anos, o instituto reafirma o compromisso de unir tradição, inovação tecnológica e visão de futuro”, afirmou.
Pochmann informou que a instituição conta com cerca de 11 mil servidores em todo o país, distribuídos em 27 superintendências e 560 agências. ”Esse contingente constitui a rede de coleta de informações que dá orgulho ao Brasil. Nenhuma outra instituição produz tanto conhecimento. Nosso plano de trabalho para este ano prevê a divulgação de 269 estudos e pesquisas”, completou. 
O superintendente estadual do IBGE, Ronie Cordeiro, chamou a atenção para o papel estratégico do órgão diante de disputas geográficas locais. “Novamente, o Mato Grosso questiona na Justiça os limites territoriais para tentar tirar uma parte do nosso território. Devemos ter o conhecimento técnico necessário para defender os interesses do Pará”, alertou. Ele acrescentou que a atualização de limites municipais e estaduais é um grande desafio, pois "só se faz gestão pública eficiente quando conhecemos o território”. 
Representando o funcionalismo público, o servidor aposentado Antônio Naia compartilhou sua trajetória na autarquia. “Vivi o IBGE por 40 anos, desde o final da década de 1970. Acompanhei desde a coleta manual de dados, em papel, até os avanços digitais que dispomos hoje. Esta homenagem é merecida por todos os que ajudaram a construir essa história”, agradeceu. 
Durante a solenidade, foram relembrados marcos históricos, como a realização de nove dos 13 censos demográficos do país. Também foram apresentadas metas institucionais para os próximos anos, que incluem os censos Agropecuário, Florestal e Aquícola; de População em Situação de Rua; e o próximo Censo Demográfico. Na ocasião, o IBGE assinou um termo de cooperação técnica com a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) para a atuação conjunta na produção de dados regionais.
Além de autoridades e parlamentares, a cerimônia reuniu representantes de órgãos parceiros e servidores ativos, temporários e aposentados da instituição.
