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24/03/2026 | 10h25 - Atualizada em 24/03/2026 | 10h24

Alepa debate a implantação do piso salarial para os médicos no Pará

Reportagem: Rodrigo Nicolau- AID - Comunicação Social

Edição: Andreza Batalha- AID - Comunicação Social

A Sessão Especial desta segunda-feira (23), realizada no auditório João Batista da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), reuniu médicos, acadêmicos e sindicalistas para debater a implementação de um piso salarial para a categoria no Estado.

Presidida pela deputada Maria do Carmo (PT), a mesa oficial contou com a participação do Dr. Waldir Cardoso, diretor do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa); da Dra. Hannah Bibas, vice-presidente da Comissão de Saúde da OAB-PA; de Everson Costa, supervisor técnico do Dieese-PA; do Dr. José Rufino, presidente da Sociedade de Cirurgia Médica do Estado; e de Leonardo Catete, representante da Comissão de Saúde da Alepa. 

"Considero a sessão de hoje de fundamental importância, pois tratamos da implementação do piso salarial para os nossos médicos. Lutamos por esse direito para que os profissionais possam atuar nas diversas regiões do Pará com condições dignas de trabalho", pontuou a deputada Maria do Carmo. A parlamentar destacou que será encaminhado ao Governo do Estado um projeto de indicação sugerindo o piso salarial com valor inicial de R$ 13 mil para jornadas de 20 horas semanais. 

Na tribuna, o supervisor técnico do Dieese-PA, Everson Costa, defendeu a abertura de estudos orçamentários. "Acreditamos que há espaço econômico para o debate e a possível implementação do piso. O Pará é a décima maior economia do país, apresentou crescimento de 7% no ICMS e possui receita líquida de R$ 54 bilhões. Entendemos que há viabilidade para esse debate, que beneficia diretamente a qualidade de vida e a saúde financeira dos médicos", afirmou. 

Representando o Sindmepa, o médico Waldir Cardoso observou que, apesar da alta responsabilidade e qualificação exigida, a categoria enfrenta baixa remuneração e vínculos trabalhistas precários. Para ele, o piso significa reafirmar o compromisso com a dignidade profissional e com o direito da população a um sistema de saúde eficiente.

Durante a sessão, diretores do Núcleo Acadêmico do Sindmepa leram uma carta aberta detalhando os desafios da profissão no interior. Segundo o documento, a remuneração mínima torna a carreira mais atrativa e reduz a evasão de profissionais para outros estados, refletindo na qualidade do atendimento prestado aos paraenses.