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17/03/2026 | 14h29 - Atualizada em 17/03/2026 | 14h28

Alepa aprova obra de Tonny Brasil e Parque da Cidade como Patrimônios Culturais do Pará

Reportagem: Carlos Boução- AID - Comunicação Social

Edição: Andreza Batalha- AID - Comunicação Social

A Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (17), o projeto de lei que declara a obra musical do compositor paraense Tonny Brasil como Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado. A iniciativa, de autoria do deputado Elias Santiago (PT), destaca a relevância do artista para a cultura popular amazônica e para a consolidação do tecnobrega como um dos principais gêneros musicais do Norte do país. 

Nascido em Belém em 28 de março de 1967, Antônio Luiz do Carmo Conceição, o Tonny Brasil, consagrou-se como o criador do tecnobrega ao fundir o brega tradicional com batidas eletrônicas e sonoridades digitais. Ao longo de sua carreira, compôs cerca de 2 mil músicas, com aproximadamente 700 gravações registradas por ele e por artistas como Banda Calypso, Joelma, Reginaldo Rossi, Leonardo e Marília Mendonça.

Entre suas composições mais célebres estão “Cúmbia do Amor”, “Fórmula Mágica”, “Leviana”, “Dois Corações” e “Meu Amor é Todo Seu”. Sua obra projetou a música produzida nas periferias amazônicas e influenciou gerações de artistas. Tonny Brasil faleceu em 2 de junho de 2024, aos 57 anos, em Belém. O reconhecimento oficial busca preservar sua memória e valorizar um gênero que ainda enfrenta barreiras nos circuitos institucionais de cultura.

Parque da Cidade - No mesmo pacote de iniciativas, o plenário também aprovou o projeto de lei de autoria do deputado Braz (PDT) que reconhece o Parque da Cidade, em Belém, como Patrimônio Cultural de Natureza Material e Imaterial do Estado. Instalado na área do antigo Aeroporto Brigadeiro Protásio, o espaço ocupa cerca de 500 mil metros quadrados e reúne equipamentos culturais, áreas de lazer e estruturas voltadas à economia criativa. 

Inaugurado em junho de 2025 e utilizado como um dos principais cenários da COP30, o parque foi concebido para ser um novo polo cultural e ambiental da capital paraense, integrando arte, memória histórica e sustentabilidade urbana.