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O Poder Legislativo destaca Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra

19/11/2020 18h36 - Atualizada em 19/11/2020 18h42
Por Carlos Boução - AID - Comunicação Social

O Dia da Consciência Negra comemorado no dia 20 de novembro, foi instituído em 2003, e posteriormente foi chamado Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, e apesar da legislação brasileira reconhecer a data em 2003, a sua existência é muito anterior.Remonta ao século XVII, ao dia 20 de novembro de 1695, dia da morte de Zumbi dos Palmares, líder histórico da resistência negra e da luta pela liberdade. "Nascer negro é consequência, ser negro é consciência", cunhou ele esta frase.


O deputado Jaques Neves (PSC), médico e negro, nesta terça, dia 17, homenageou os negros e subiu à tribuna da Assembleia Legislativa para fazer sua reflexão sobre a luta e as dificuldades de ser negro ainda hoje, mesmo estando já no vigésimo ano do século XXI. "Como cidadão paraense tenho orgulho de fazer parte de um grupo que, apesar de ser maioria, ainda sofre preconceito no Pará, no Brasil e no mundo", falou o deputado.

Recordou das dificuldades sofridas por sua família. "Construímos uma história de vitórias e conquistas, apesar de ter nascido em situação de muita carência, de ter sofrido com o racismo e a falta de oportunidades", relatou.

Para ele a caminhada construída é que lhe dá orgulho na carreira. "Ser aqui na Assembleia Legislativa um representante negro no parlamento paraense é uma grande honra e responsabilidade", enfatizou.


Em seu pronunciamento ele utilizou informações do último censo do IBGE que informa que no Estado do Pará, de uma população superior a sete milhões e meio de cidadãos, mais de 500 mil se declararam negros, mais de 7% do total. Quase 70%, mais de 5 milhões (5.270.307) são pardos e mais de 0,50%, com quase 40 mil pessoas se consideram índios, portanto o Pará tem mais de 77% de sua população constituídas de pardos, negros e índios.

"O Pará e o Brasil tem o resultado concreto de sua colonização, uma grande miscigenação, uma mistura de raças, portanto, todos nós somos irmãos. E o que nos separa não é a cor de pele, mas nossos caráter e atitudes" abordou.


"Apesar de a história do dia 20 de novembro ser carregada de simbolismo e da luta em defesa dos direitos da população negra, o racismo é latente no país", afirma Santos. Para ele e muitas entidades representativas do movimento negro brasileiro o Brasil é racista. "Racista devido seus fundamentos na distribuição de renda; na representatividade em cargos públicos, artísticos e políticos", pontuou, para ele fatores que constroem o chamado racismo estrutural.


Para a assessora de imprensa na ALEPA, lotada no gabinete da deputada Marinor Brito (PSOL), Rita Ribeiro, a luta ante racista tem que ser reafirmada todos os dias. "Principalmente neste momento difícil que o Brasil passa. Não se pode admitir que o presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, venha a chamar o movimento negro de "escória maldita" formada por "vagabundos", durante uma reunião interna com servidores, cujo áudio foi divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo na terça-feira (2/6), de uma reunião ocorrida em abril deste ano, falou.


Rita Ribeiro, que milita no movimento ante racista, afirma que o racismo estrutural precisa ser combatido por todos da sociedade, em uma luta diária, exaltando as lideranças atuais do movimento ante racista, citando Djamila Ribeiro, que é filósofa, feminista negra, escritora e acadêmica brasileira. Pesquisadora e mestra em Filosofia Política pela Universidade Federal de São Paulo. Tornou-se conhecida no país por seu ativismo na Internet, atualmente é colunista do jornal Folha de S. Paulo.


"Precisamos em nosso cotidiano social, de práticas ante racistas. O que eu faço, o que meu colega faz para combater o racismo", concebe. Ribeiro se referiu a importância ainda, de políticas públicas incrementadas pelo executivo, de afirmação contra o racismo, de políticas de inclusão social, econômica e política do negro, enquanto raça e significação histórica, econômica e cultural.


ZUMBI dos Palmares


"Zumbi dos Palmares foi um dos líderes do maior quilombo que já existiu no Brasil: o Quilombo dos Palmares. Zumbi é enxergado por muitos, hoje, como um dos símbolos de resistência e luta dos africanos contra sua escravização no contexto do Brasil colonial. Foi morto no dia 20 de novembro de 1695, depois que seu esconderijo foi denunciado.


Quilombo dos Palmares


Zumbi foi um dos três líderes que se conhece do Quilombo dos Palmares, o maior quilombo que surgiu na história do Brasil. O primeiro registro que se tem desse quilombo remonta a 1597, mas existem algumas especulações de que ele tenha surgido antes. Palmares era o nome que se dava ao conjunto de mocambos que o formava.


Entre os mocambos que formavam Palmares estavam Acotirene, Andalaquituche e Aqualtune. O principal deles era Cerca Real do Macaco, muito conhecido também como Mocambo do Macaco. Esse era o centro político de Palmares e chegou a contar com até 6 mil habitantes. Ao todo, fala-se que o complexo que formava Palmares possuía 20 mil habitantes".

 

Zumbi dos Palmares por Daniel Neves, graduado em História, publicado brasilescola.uol.com.br/biografia/zumbi.htm

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