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Bordalo propõe saberes das “mulheres raspadeiras” de Abaetetuba como patrimônio cultural paraense

22/11/2022 13h38 - Atualizada em 22/11/2022 13h40
Por Thais Peniche - Assessoria Dep Carlos Bordalo
O parlamentar apresentou o Projeto de Lei (PL) como iniciativa de valorizar o trabalho artesanal e secular com cuias realizado pelas artesãs

O deputado Bordalo (PT) apresentou à mesa diretora, nesta terça-feira (22), durante sessão ordinária na Assembleia Legislativa do Pará (ALEPA) um Projeto de Lei (PL) que reconhece como Patrimônio Cultural de Natureza Material e Imaterial as formas de saberes culturais das "mulheres raspadeiras" na comunidade do Rio Xingu e Rio Quianduba, em Abaetetuba, nordeste paraense.

O Projeto de Lei busca valorizar a prática artesanal de produzir cuia das "mulheres raspadeiras" como forma de valorizar a identidade local preservando feitos culturais, invisibilizados, como fundamentais para a preservação da memória e identidade do município, além de incluí-los como patrimônio histórico e cultural do Pará.

De acordo com o artigo 1º da Lei Federal Nº 25/1937, constitui o patrimônio histórico e artístico nacional o conjunto dos bens móveis e imóveis existentes no país e cuja conservação seja de interêsse público, quer por sua vinculação a fatos memoráveis da história do Brasil, quer por seu excepcional valor arqueológico ou etnográfico, bibliográfico ou artístico.

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As Mulheres raspadeiras, possuem formas de saberes culturais herdados de seus ancestrais, inseridos no processo de feitura das cuias a partir das referências do rio, da mata e saberes Amazônicos. São técnicas particulares e saberes que continuam resistindo com o tempo.

Bordalo destaca trabalho feito por mulheres

Um estudo realizado pela pesquisadora Luciana Gonçalves de Carvalho da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) mostra que a feitura das cuias se dá desde o século XVIII. Um registro que comprova a longevidade de um registro cultural que é praticado e executado unicamente por mulheres.

Bordalo destaca a necessidade de preservar este patrimônio cultural, tendo em vista que os saberes estão fugindo dos interesses dos jovens locais. A produção das cuias passa por um rigoroso ritual que, protege acima de tudo, um segredo guardado por séculos sobre a química natural de um complexo trabalho artesanal que usa a tinta do cumaté, a uréia, a areia e o barro, no tingimento e pretação de cuias na Amazônia.

Além de ser uma forma de geração de renda e sustento às artesãs, tem um significado necessário à cultura paraense, já que as cuias são muito utilizadas para servir comidas típicas. A forma de produzir as cuias em suas diversas etapas demonstram a forma de resistência em manter viva uma identidade que se destaca nesse trabalho.

* Os textos produzidos pelas assessorias de cada parlamentar são de responsabilidade de seus autores.

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