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Presidente da CDHDC-Alepa vai nesta terça (16/02) a Capitão Poço apurar assassinato de Isac Tembé

15/02/2021 14h24 - Atualizada em 15/02/2021 17h57
Por Lilian Campelo - ASCOM CDHDC
Conduzida pelo Deputado Bordalo, a diligência tem como objetivo apurar informações, garantir e resguardar os direitos do povo Tembé Tenetehar

Deputado Bordalo, presidente da Comissão de Direitos Humanos da AlepaUma diligência conduzida pelo Deputado Bordalo, Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (CDHDC-Alepa), parte amanhã, terça-feira (16/02), de Belém (PA) a Capitão Poço até a Aldeia São Pedro* da etnia Tembé Tenetehar, para se reunir com lideranças indígenas, movimentos sociais e instituições públicas para colher informações e depoimentos sobre o assassinato de Isac Tembé Tenetehar, morto a tiros na noite de sexta-feira (12).

O objetivo da diligência é apurar informações e investigar o caso em torno do assassinato, a fim de resguardar os direitos do povo Tembé, dos familiares de Isac Tembé, assim como o devido cumprimento dos preceitos legais da justiça, no que tange à Constituição brasileira e a legislação indigenista na garantia de direitos dessas populações.

A Ouvidora do Sistema Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (SIEDS), a advogada Maria Cristina Fonseca de Carvalho, acompanhará a diligência, além dos assessores da Deputada Marinor Brito, membro titular da CDHDC-Alepa, os advogados Jean Brito e Antônio Carlos Jr.

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Isac TembeIsac Tembe era professor de história e uma liderança atuante na comunidade e na organização da juventude. O jovem de 24 anos foi morto a tiros por policiais militares. Em nota pública o Povo Tembé relatam denúncias de milícias rurais e denunciam que o "território sofre diariamente invasões e ataques por parte de exploradores ilegais de madeira ou de fazendeiros que Insistem em manter a ocupação de partes da Terra Indígena Alto Rio Guamá, através de cabeças de gado e de outras atividades econômicas. Há décadas lutamos contra essa violência e não vamos parar até que nenhum metro de nossa terra esteja ilegalmente ocupado. Não temos medo. A Constituição Federal protege nossos direitos e o Estado brasileiro precisa fazer cumprir o que manda a Lei maior."

A Aldeia São Pedro integra o Território Indígena Alto Rio Guamá, área pertencente aos povos das etnias Awa Guajá, Ka'apor e Tembé, situada entre os municípios de Nova Esperança do Piriá, Paragominas e Santa Luzia do Pará. 

 * Atualização 15/02/2021 às 17:56 - A reunião não será mais na Aldeia Jacaré, e sim na Aldeia São Pedro e correção do nome da etnia

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